A cablagem de rede não dá problemas… até dar. E quando dá, são dos caros: intermitências que ninguém explica, avarias que demoram dias a localizar e uma rede que não pode crescer sem ser refeita de raiz.
Sinais de que a sua ficou curta
- Ninguém sabe que tomada vai dar a que ponto do rack e, para o descobrir, é preciso ir puxando o cabo.
- Há switches encadeados pelas secretárias porque «não chegavam as tomadas».
- As tomadas não estão etiquetadas, ou a etiqueta já não corresponde a nada.
- Quando falha um piso inteiro, a única forma de saber por onde passa é à base de tentativas.
- O rack é um ninho: não se pode tirar um cabo sem mexer noutros dez.
O que inclui uma instalação feita a sério
- Projeto prévio: quantas tomadas por posto de trabalho, por onde passam as calhas e onde fica o rack.
- Categoria adequada ao uso, não a mais cara nem a mais barata.
- Etiquetagem nas duas pontas de cada cabo, com a mesma nomenclatura na planta e no rack.
- Certificação com equipamento de medição de cada tomada, com o relatório entregue. Sem isso não sabe se o cabo cumpre: presume que sim.
- Documentação: planta de tomadas, esquema do rack e lista do que vai onde.
Uma cablagem documentada transforma uma avaria de dois dias numa de dez minutos. É esse todo o valor, e só se nota no dia em que há avaria.
O rack, esse eterno adiado
Um rack arrumado não é estética: é tempo de reparação. Painéis de patch, organizadores, cabos à medida, alimentação protegida e ventilação. E espaço livre planeado, porque acrescenta-se sempre alguma coisa.
Quando aproveitar para o fazer
Há dois momentos em que fica muito mais barato: uma obra ou remodelação e uma mudança de escritório. Em qualquer outra altura também se pode fazer, mas paga-se o trabalhar com a empresa em funcionamento.



